Leia-me: O Fantasma de tio William

fantasma-de-tio-william-rubens-francisco-lucchettiPense num filme da sessão da tarde. Aquele bem leve que você assiste para se divertir, sem tirar grandes lições ou reflexões para a vida e que ainda garante umas boas risadas.

Esse é o Fantasma de Tio William, de Rubens Francisco Lucchetti.

Li esse livro ainda criança e virou um dos meus favoritos durante a infância, quando eu era apenas uma pequena Deka viciada na Série Vaga-lume. É um livro super curtinho e eu me envolvia tanto com a historinha, que queria encenar uma peça na escola sobre ele.

A narrativa é sobre um casal que mora em uma mansão esquisita: Magda e John. Os dois vivem muito felizes, até que John se apaixona por Carmen uma atriz de teatro muito exuberante. Magda tem certeza de que o marido só se interessou por outra porque ela não consegue engravidar. Continuar lendo

Leia-me: Belas Maldições

Belas-MaldiçõesEsse livro já seria querido o suficiente por ter sido presenteado pelo lindo do Cadu Simões, parceiro de Campus Party desde a primeira que fui. Mas ele também é de autoria de Neil Gaiman (autor de Sandman) e Terry Pratchett. Puro creme da literatura fantástica e do humor britânico.

Trata-se de uma baita sátira do apocalipse. Para se ter uma noção, os protagonistas são Crowley e Aziraphale, ninguém menos que o demônio-serpente que tentou Eva e o próprio anjo que expulsou o casal pecador do Jardim do Éden, respectivamente. Os dois são inimigos do peito. Tão inimigos e por tanto tempo, vivendo presos aqui na superfície da Terra, que acabaram se apegando tanto ao mundo e à humanidade, quanto um ao outro por rolar uma identificação em sua natureza celestial, por assim dizer.

E eles têm um problema a resolver: o mundo acaba no próximo sábado. E o anticristo cresceu, só que ele cresceu como uma criança comum, por um erro durante a troca de bebês na maternidade. Tão comum que ele tem uma gangue de amiguinhos fofos e peraltas, que o obedecem cegamente, diante do seu espírito de liderança e imaginação sem limites.

E os quatro Cavaleiros do Apocalipse já estão a caminho da grande batalha final, entre anjos e demônios. Só que cavalos ficaram obsoletos e eles trocaram por motos. Assim como o cavaleiro Peste, que também ficou ultrapassado depois da descoberta da penicilina. Então ele foi substituído por Poluição, muito mais eficiente.

Já deu para ver que nada é como se esperava, né? Pois ainda há mais: a estória toda é desenvolvida em torno do livro das profecias da bruxa Agnes Nutter, que acerta em todas as previsões, porém é impossível de ser decifrado até mesmo por seus decendentes.
E vale um destaque todo especial para as notas de rodapé, que são tão maravilhosas quanto as incríveis dissertações nonsense de Douglas Adams no Guia.

Obviamente, também sobra espaço para as críticas sutis quanto à natureza humana e sua incrível capacidade de culpar anjos e demônios pelas mazelas e bençãos que acontecem em suas vidas, mas que na verdade são apenas resultado das próprias ações.
Enfim, se você ama Neil Gaiman, Terry Pratchett, fantasia, teorias da conspiração, estórias sobre o apocalipse ou apenas um humor daqueles que te fazem rir sozinho no meio do transporte público, esse é o seu livro. Você PRECISA tê-lo na estante. Sério.

Leia-me: Crônicas de Nárnia

21491958_4Para inaugurar a categoria, vou seguir a sugestão do Alessandro e escrever sobre Crônicas de Nárnia. Já fazia bem uns dois anos que eu havia lido, então precisei reler para escrever essa dica. E eu ainda não terminei de ler, porque o livro é imenso.

Sei que é uma história bem conhecida já, até mesmo por causa dos filmes. Eu assisti aos três e até gostei bastante do primeiro, o que me animou a ler o livro (coisa que não aconteceu com A Bússola de Ouro, mas isso é assunto para outro post). O terceiro filme me fez chorar, pois eu já havia lido o livro e havia imaginado exatamente daquele jeito, com ressalvas pelas adaptações. Snif.

Mas os filmes são a história dos irmãos Pevensie, enquanto os livros contam a História de Nárnia. Continuar lendo