Senso de humor

mulheres-barO sonho de todo homem é casar.

Todo mundo sabe disso.

Os homens são criados para se comportar de maneira a atrair uma esposa honesta e trabalhadora, que possa sustentá-lo e aos filhos.

Todo mundo sabe também que as mulheres amam seus maridos profundamente, mas quando estão com as amigas precisam mostrar que na verdade preferiam estar solteiras. Afinal de contas, demonstrar sentimentos e deixar claro que ambos, marido e mulher, se dedicam em pé de igualdade para a relação dar certo, vai fazer as amigas rirem dela e chamá-la de sapata, né? Mulher nenhuma quer parecer masculinizada. Continuar lendo

O pedido

_Boa tarde, senhora. O que deseja?

“Uau, nossa… Essa é uma pergunta bastante complexa… Veja bem, se está se referindo apenas ao que desejo neste momento, bom…

Primeiramente gostaria de ter mais energia, sabe? Normalmente canalizo toda minha energia às minhas atividades que considero prioridade e então, quando chega a hora de botar em prática aquelas que verdadeiramente me realizam, não tenho mais ânimo e parto apenas para o que me traz prazer imediato.

Também gostaria de deixar de julgar as pessoas, entende? Mas isso parece que é quase inconsciente. Quando você vê, BANG! Julgando. Não é legal. Continuar lendo

Liberdade

O nome dela é Lidia. O dele não importa, porque a história é dela, embora o envolva.

Ela nos viu juntos e disse que éramos “um casal lindinho”, do alto da sua experiência de 64 anos de vida. Disse que ele lembrava o seu marido, já falecido.

_Fomos noivos durante 8 anos, naquele tempo usava-se noivar. Nos casamos e, um ano e quatro meses depois ele sofreu um acidente de automóvel. Morreu na hora. Não restou um único osso inteiro no corpo dele.

Não sou capaz de imaginar a dor que ela enfrentou. Apenas balbucio expressões usadas nessas ocasiões: “Meu Deus, sinto muito!”, “Que tragédia!”, “Que coisa terrível.”

Também disse que caiu doente, depois do que aconteceu. Teve síndrome do pânico. Medo de sair de casa, medo de ficar sozinha, medo das outras pessoas, medo de viver.

Não sou capaz de imaginar a dor que ela enfrentou. Continuar lendo

Máscara

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Para ver mais das coisas incríveis que o Wesley Samp faz, clique na imagem!

Nova

caderno-escrito-a-maoParei estática diante daquela página em branco.

Olhei para todas as outras já escritas.

Algumas rasgadas, sujas, amarrotadas.

Outras lindas, morro de orgulho delas. Fiz desenhos nas bordas, para decorá-las, caprichei na letra.

E também havia as páginas garranchadas, com manchas na tinta da caneta que não deixavam dúvidas de que foram lágrimas que caíram, enquanto derramava o estado mais bruto da minha alma naquelas linhas.

Aquilo tudo não seria deixado para trás, eu já sabia. Já passei por muitas páginas limpas na minha vida.

Mas ela não deixava de me assustar. Ela parecia ser completamente diferente de tudo o que eu já havia vivido, mesmo sendo apenas uma página em branco. Continuar lendo

A lágrima

olhar-velhiceQuando ouviu o som da voz dele, chamando-o pelo nome,  uma grossa lágrima, apenas uma, escorreu de seu olho esquerdo.

Teria morrido ali, na bolsa da pálpebra inferior que marcava um sério cansaço de viver, devido à sua posição meio deitado, meio sentado. Mas era uma gota grossa, pesada. Um tanto hesitante, ultrapassou os limites das olheiras e prosseguiu seu caminho lentamente deixando, porém, uma pequena porção do líquido adentrar as rugas laterais e se dirigir as têmporas, atingindo o cabelo branco.

A maior parte continuou descendo aos poucos, pelas maçãs do rosto, iniciando um traço firme que refletia a luz, pelo rosto moreno que ainda guardava uma réstia do semblante que tivera quando moço. Se os olhos estivessem abertos, mostrariam o mesmo brilho que refletiam na juventude. O brilho de quem sempre acreditou na conquista pelas próprias mãos, mesmo quando ainda não tinha idade para conquistar coisa alguma. Continuar lendo

Dona do próprio bico

Esse é o Sting.

Esse é o Sting.

Eu já tive calopsitas.

Tive duas. Uma. Um macho. A fêmea chegou depois.

O macho era o Sting (Tico) e foi presenteado à minha irmã pelo nosso vizinho idoso fofo, que me presenteava com livros.

A fêmea simplesmente chegou. Minha mãe ouviu o Sting gritando aqui dentro e ela gritando lá fora. A encontrou assustada, molhada e depenada pousada no forro da varanda. Então deixou a gaiola do Tico na varanda, para que ela se sentisse segura e descesse. Funcionou. Continuar lendo

Carta à mulher no celular

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03 de julho de 2013

Oi!

Espero que não se sinta sem privacidade invadida por essa carta, já que ouvi sua ligação do começo ao fim e isso não é muito educado.

Mas estávamos no ponto de ônibus e acho que no calor da emoção você não estava se importando muito com o caso de alguém estar ouvindo ou não.

Ouvi você chorando ao telefone, com alguém que não lhe dava atenção.

Você dizia ficar em dúvida entre dizer que precisava dessa atenção, ou então deixar para lá sabendo que esta pessoa tinha coisas mais sérias para se preocupar e você acabar se tornando mais uma cobrança a ela. Continuar lendo

Coisas boas da semana

Oi, você! Como está? Eu tô bem, obrigada. =)

Essa semana estou toda trabalhada nas HQs. Mas você vai ver, cada uma delas vale muito a pena.

Não que vá mudar sua vida, ou que você tenha perguntado alguma coisa, mas achei legal falar sobre isso aqui.

Depois de passar por uma fase enorme de transição e autoconhecimento, que durou do meio do ano passado até o início desse ano, eu cheguei a conclusão de que eu estou beirando os 25 anos (velha pra caralho, pode falar) e ainda não fiz metade das coisas que gostaria de fazer.

Então quando 2013 começou, eu ainda não havia percebido, mas seria o ano em que eu faria muitas coisas pela primeira vez. E eu fui perceber isso somente semana passada, durante uma conversa com uma amiga. Eu sempre senti que para ser uma pessoa melhor de se conviver, você precisa amar ao próximo como a si mesmo e para amar ao próximo como a si mesmo, você precisa saber se colocar no lugar dos outros e para se colocar no lugar dos outros, muitas vezes é necessário fazer coisas que você nunca fez antes e ir a lugares que você nunca foi antes e experimentar coisas que nunca experimentou antes.

E, olha, tem funcionado. Ainda estou lutando contra alguns conceitos pré-concebidos e é um pouco difícil superar muitas coisas que você cresce ouvindo que eram certas e se fizesse o contrário seria punido. Mas a aventura tem sido enorme, tenho me sentido mais completa, motivada e tenho chegado em um estado pleno e tranquilo, bem parecido com aquilo que as pessoas chamam de felicidade mas juram que não existe. 😉

Eu uso esse espaço para minhas bobagens, mas no fundo, no fundo, quero que vocês comentem e compartilhem comigo se já passaram pelo mesmo que eu, ou se discordam de mim, sei lá. Adoro conversar e colecionar histórias. =)

E vocês? Quantas coisas fizeram pela primeira vez, este ano?

Beijo e brigada eu.

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Os Levados da Breca (Wesley Samp) – É como desenhar (Tirinha)

Entre Todas as Coisas (Daniel Bovolento) – Toque dele (Conto)

Mentirinhas (Fabio Coala) – Pedido (HQ)

Trivialidades da Vida (Fernanda Mota) – Amuleto (Conto)

Casa da Gabi (Gabi Bianco) – Os japoneses, o engraxate medroso e o Spa (Crônica)

Trastejando (Pablo Cezimbra) – Música: Isn’t it a pity (Crônica)

Hqrizando (Cleber Betto) – Meu vizinho SpiderMan (Tirinha)

Puny Parker (Vitor Cafaggi) – Valente (HQ – Não consegui escolher uma só para colocar aqui)

Petisco – Beladona (HQ)

Boas Novas (Diego Freire) – Ep. 13 (Vídeo)

O Nerd Escritor (Clairton) – Quatro e meia da manhã (Conto)

Leia-me: Negras Raízes

43750_305Com algumas semanas de Leia-me vocês já devem ter notado que eu tenho alguns padrões para gostar de livros e que um desses padrões é que eles me ensinem sobre a cultura e/ou comportamento de uma sociedade de um determinado local e/ou época.

Sei lá, só sei que sou fascinada por saber como são ou eram os protocolos e pequenos rituais que as pessoas precisam ou precisavam seguir para conviver em uma determinada época ou lugar.

Por isso gosto tanto dos livros do José de Alencar e por isso gostei tanto do livro que sugiro hoje: Negras Raízes de Alex Haley. O autor conta a história da escravidão nos Estados Unidos a partir de sua própria genealogia, começando do seu trisavô, Kunta Kinte, que foi traficado aos EUA como escravo africano e terminando a história em si mesmo. Continuar lendo