Nudez – 2: Segredos de alcova

Depois que senti a boca seca e a garganta amortecer, ele ainda tentou me dizer alguma coisa, mas mandei que se calasse. Eu mesma estava emudecida pelo pânico. Sim, pânico. Mas ele tinha necessidade de falar e o fiz engolir as justificativas com um tapa em cheio na boca, de tal maneira que envergou o tronco com o impacto.
Agredi-lo pareceu-me pouco pela dor que me causava e o mesmo gesto aumentou ainda mais meu sofrimento. Nunca havia batido em ninguém. Nem em minhas irmãs. Afastei-me confusa, com a mão – que ainda levava a ardência do tapa – cobrindo a boca.
Ele não reagiu.
Só esfregava a parte atingida do rosto. Continuar lendo