Leia-me: A cidade que encolhe

a-cidade-que-encolhe-elisabeth-maggioAdmito: eu tenho um fraco por livros fininhos infanto-juvenis. Não é muito difícil uma historinha dessas me prender e entrar pros meus favoritos.

E, pensando bem, acho que essa categoria de posts não está fazendo muito bem para a minha reputação literária, mas enfim. A ideia era dar dicas de livros que eu adorei, então vamos falar de livros que eu adorei.

Quando se fala sobre uma cidade que encolhe, o que se imagina? Um gênio do mal maluco que inventa uma máquina de encolher coisas e que, para dominar o mundo, começa a ameaçar encolher uma cidade.

Pelo menos foi o que eu imaginei, quando li esse título.

Mas o buraco é mais embaixo. Continuar lendo

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Leia-me: Crônicas de Nárnia

21491958_4Para inaugurar a categoria, vou seguir a sugestão do Alessandro e escrever sobre Crônicas de Nárnia. Já fazia bem uns dois anos que eu havia lido, então precisei reler para escrever essa dica. E eu ainda não terminei de ler, porque o livro é imenso.

Sei que é uma história bem conhecida já, até mesmo por causa dos filmes. Eu assisti aos três e até gostei bastante do primeiro, o que me animou a ler o livro (coisa que não aconteceu com A Bússola de Ouro, mas isso é assunto para outro post). O terceiro filme me fez chorar, pois eu já havia lido o livro e havia imaginado exatamente daquele jeito, com ressalvas pelas adaptações. Snif.

Mas os filmes são a história dos irmãos Pevensie, enquanto os livros contam a História de Nárnia. Continuar lendo

Como tocar em meus livros e sair com todos os dedos

Não sou uma pessoa difícil de conviver. 

Sou minimamente organizada, daquelas que não saem do quarto sem arrumar a cama, mas sem ficar alinhando simetricamente os talheres na mesa. Estou de bom humor na maior parte do tempo que não estou de TPM. Limpo minha própria sujeira, sou cheirosa e não deixo minhas roupas largadas. Por outro lado, procuro não invadir o espaço alheio, faço o possível para respeitar diferenças de hábitos e comportamentos e sou sociável.

A única regra que imponho para convivência mútua é: não toque nos meus livros sem minha supervisão.

Livro para mim é sagrado, seja ele a bíblia ou não. Continuar lendo

O Corpo

O último livro estava lá, levemente empoeirado, como sempre. Não era sorte. Aqueles corredores da biblioteca eram pouco frequentados. Depositou a bolsa no chão e subiu os degraus da escadinha móvel para alcançá-lo, enquanto segurava a coxinha entre os dentes.

Quase perdeu o equilíbrio enquanto descia. Apoiou-se na estante e ouviu, com amargura, a madeira estalar sob seu peso.

Pôs a bolsa no ombro, ao mesmo tempo que o livro caiu de sua mão. Curvou-se para pegá-lo e a alça da bolsa pendeu de seu ombro. O breve instante de dúvida, se pegava o livro ou segurava a bolsa, a desestabilizou e tudo foi ao chão. Até a coxinha.

Praguejando, abaixou-se com dificuldade, pegou a bolsa, o livro e a coxinha. Embrulhou a última no guardanapo, recolhendo os pequenos restos de frango que se espalharam, endireitou o corpo com um suspiro e retomou o caminho de volta. Continuar lendo

Por Lygia

(ou “Sobre a Arte de Pagar Micos Internacionalmente”)

Tudo por um acúmulo de primeiras vezes que hão de acontecer na próxima sexta-feira, entre elas minha primeira viagem de avião na vida. O fato é que minha busca pelo livro “Antes do Baile Verde” (é necessário escrever tudo com maiúsculas?) de Lygia Fagundes Telles já era antiga naquela livraria (a Cultura, na Augusta x Paulista) e as circunstâncias me diziam que seria interessante ter este objeto de meu desejo em mãos no momento em que eu estivesse enfrentando minha ansiedade e mais uma porrada de medos antigos.
O que não vem ao caso, mas é de meu interesse contar – mesmo porque esse cafofo é meu – é que este livro e esta autora foram quem conceberam a ânsia da escrita nesta que vos digita. Traz-me lembranças nostálgicas de meu colégio e da querida professora Ernesta e ter algo tão passado e concreto em minhas mãos me trará segurança. Quero acreditar nisso tanto quanto vocês, juro. Continuar lendo