O coração

Lembro-me muito bem da rua em que passei toda a minha infância.

Não era uma rua muito extensa e não tinha saída, então a criançada sempre brincava ao ar livre, depois do horário da escola. Devíamos ser uns dez pirralhos, entre meninos e meninas e brincávamos juntos quase todos os dias, a não ser quando alguém ficava de castigo. Normalmente, quando isso acontecia, era por alguma arte coletiva e não raro, ficávamos todos no cantinho pensando.

A maior casa da rua era para aluguel. Diversas famílias passaram por ela, no período em que vivi lá. De todas, uma teve participação em um dos episódios mais marcantes da minha vida. Continuar lendo