Máscara

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Para ver mais das coisas incríveis que o Wesley Samp faz, clique na imagem!

Dona do próprio bico

Esse é o Sting.

Esse é o Sting.

Eu já tive calopsitas.

Tive duas. Uma. Um macho. A fêmea chegou depois.

O macho era o Sting (Tico) e foi presenteado à minha irmã pelo nosso vizinho idoso fofo, que me presenteava com livros.

A fêmea simplesmente chegou. Minha mãe ouviu o Sting gritando aqui dentro e ela gritando lá fora. A encontrou assustada, molhada e depenada pousada no forro da varanda. Então deixou a gaiola do Tico na varanda, para que ela se sentisse segura e descesse. Funcionou. Continuar lendo

Coisas boas da semana

Às vezes rola um branco.

Fico angustiada porque, para mim, escrever é uma necessidade meio que fisiológica. Daí é tipo uma prisão de ventre literária.

Mas não adianta sentar na frente da tela em branco e ficar esperando que Calíope venha, de onde quer que ela esteja depois que a mitologia grega caiu em desuso na fé do mundo civilizado, para plantar uma boa ideia na minha cabeça.

Aí eu descobri um método infalível para não ficar dependendo da boa vontade das musas: fazer coisas que nunca fiz antes.

Percebi que todas as vezes que o branco veio, minha vida estava um tanto acomodada em uma rotina previsível e isso não faz bem a ninguém.

Aí eu resolvo puxar conversa com uma pessoa com quem nunca falei antes, ouvir uma banda nova, ir a um lugar que nunca estive antes, fazer um curso rápido… Enfim, as possibilidades (graças a Deus e não às musas) são infinitas.

E olha, fazer coisas diferentes com certa frequência tem sido muito bom para mim, não só para minha produção criativa.

E vocês? Como lidam com o branco? Já tentaram fazer uma coisa diferente, quando estão com constipação criativa?

Brigada eu.

Patinho

Trivialidades da Vida (Nanda Mota) – Roda de samba (conto)

Ordinários (Alysson Villalba) – Tem tanta gente na gente (conto)

Mentirinhas (Fabio Coala) – Mentirinha #461 (HQ)

Entre Todas as Coisas (Douglas Cordare) – Sobre meus passos sem você (conto)

Biscoitices (Renata Chelli) – Escrevo para doer menos (crônica)

Casa da Gabi (Gabi Bianco) – Cuide de você (crônica)

Ryotiras (Ryot) – When I’m sixty-four (HQ)

5minutos – Vim, vi e vivi (crônica)

Os Levados da Breca (Wesley Samp) – O que será? (tirinha)

Proféticos (Rafael Marçal) – Zíper e Lisa fazendo nada (tirinha)

Puny Parker (Vitor Cafaggi) – Valente (HQ)

Coisas boas da semana

A semana começou em clima de festa, emoção e euforia. Houve um grande orgasmo nacional, quando nós parecemos descobrir que nós temos voz e podemos sair às ruas para fazer essa voz ser ouvida.

Mas aí o fio condutor chegou ao fim: o movimento conquistou o seu objetivo inicial, que era o cancelamento do aumento da passagem e o principal motivo da mobilização acabou. O que restou?

Todo o resto. O que é MUITA coisa.

Restou a indignação da população por nunca ser a prioridade do governo. A revolta presa na garganta há tempo demais para ser calada a essa altura do campeonato. Restaram todas as deficiências do nosso sistema, toda a carência do nosso povo e toda a vontade de fazer alguma coisa mudar.

E então o que veio? A descoberta de que nem todos concordam com você. Depois do fogo inicial, as diferenças de opinião tiveram a oportunidade de aparecer. E aí o nosso individualismo e dificuldade de aceitar o que é diferente da gente foi jogado na nossa cara.

Mas a gente ainda tem muita coisa pra conquistar, galera. Discordar é normal e os diferentes pontos de vista precisam ser relevados de vez em quando, pelo bem comum. E não dá para fazer a maioria pagar por uma coisa que só você acredita. (Não estamos vendo isso acontecer ao vivo, na Comissão de Direitos Humanos, com o egoísmo do Marco Feliciano?)

Então, tudo o que eu tenho a dizer é um grande “não sei.” Estarei hoje a noite marchando pela minha cidade, porque eu acredito que a “redução” da passagem aqui foi não só injusta, mas também de consequências questionáveis.

Mas não sei se continuarei marchando, caso veja que as pessoas estão mais interessadas em provar que o seu ponto de vista é o certo, do que em exigir uma mudança que ajudará a todos.

Brigada eu.

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Cinthya Raquel – Desgostosa (miniconto)

Arte na Cara (Igor Disco) – Minha carta pra ti (miniconto)

Mentirinhas (Fabio Coala) – Poder (HQ)

Nunca fui Fofa (Dre Reze) – Televisionado? Não, delivery (crônica)

Entre Todas as Coisas (Daniel Bovolento) – Toda forma de amor (crônica)

Bichinhos de Jardim (Clara Gomes) – Semear (HQ)

Bolinho do Apocalipse (Juliana Cimeno) – Como filmar uma revolução (informativo)

Substantivolátil (Mirian Bottan) – A revolução burra* (crônica)

Hqrizando (Cleber Betto) – A menina, seus problemas e o urso xereta (tirinha)

Os Levados da Breca (Wesley Samp) – Mundo Levados (tirinha)

A Vida \o/ de Lucas Batista (Omeletv) – Episódio 1 (websérie)

Boas novas (Diego Freire) – Meio Ambiente (vídeo)

Coisas boas da semana

Vou começar com o pedido de desculpas por dois motivos: o primeiro é que eu prometi para mim mesma que manteria a frequência de atualização deste blog e quebrei minha autopromessa. Segundo porque falando assim, parece que o blog é grande, cheio de leitores que ficaram decepcionadíssimos com a falta de postagens da semana passada.

Portanto me desculpem, queridos leitores, por ter ficado sem postar nenhum dia semana passada. Eu peguei uma gripe e, como toda pessoa que dificilmente fica doente, havia perdido a prática do resfriado, fiquei de cama, morrendo, parecendo que havia deixado um vogon ler seus poemas para mim.

Mas já sarei. Então, bora continuar a postagem. Vocês vão perceber que alguns links são da semana passada, por causa disso. Sejam compreensivinhos. =)

Voltando às coisas boas da semana, nesta aconteceu uma coisa engraçada. Eu sempre achei que só acontecia comigo, um reflexo de uma infância e adolescência sendo a freak do colégio, sempre querendo me enturmar com a galera daora, mas descobri que muitas pessoas também passam por isso: às vezes, conhecendo o trabalho de uma determinada pessoa e vendo o jeito como ela encara a vida e o cotidiano, compartilha suas ideias e tal, minha admiração chega a um ponto de ter o desejo de me tornar amiga dessa pessoa e compartilhar de seu dia-a-dia, só para poder absorver um pouquinho dessa energia tão boa que ela parece espalhar por aí como se fosse a coisa mais fácil do mundo.

Pensando nisso, de brincadeira, fiz esse post no facebook e descobri que não sou só eu que tenho esses impulsos de “oi, posso sentar do seu lado no recreio?” O mais legal, foi perceber que muitas pessoas que despertam essa vontade em mim possuem as mesmas vontades (vocês verão nos links lá embaixo, o da Gabi Dornelas, que diz a mesma coisa). E o mais legal ainda, foi descobrir que eu mesma já despertei essa vontade em outras pessoas, pois logo em seguida duas pessoas puxaram conversa comigo usando esse gancho. Resultado: ganhei mais dois amigos e mais duas histórias para a minha coleção. ❤

Encorajada por esses fofos e fofas, eu também tomei a iniciativa de procurar uma aproximação das pessoas que admiro, munida de toda a minha cara de pau. Algumas funcionaram, outras deram em nada, mas acho que eu ficaria mais decepcionada se eu nem tivesse tentado, né? Paciência.

Pronto. Agora vocês sabem que eu sou uma louca stalker de pessoas legais que sempre quer sentar com a galera daora na hora do recreio. Essa foi a coisa legal da semana.

E vocês? Já quiseram ser amigos de alguém e ficaram com medo de parecer um maluco perseguidor de gente?

Chega de enrolar e posta logo os links da semana, Deka.

Brigada eu.

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Mentirinhas (Fabio Coala) – A torre do castelo (ilustração)

Cotidiano e Outras Drogas (Arthur Chrispin) – Letra e música (conto)

Nuvens no Meu Café (Gabi Dornelas) – O mar (crônica)

Boas Novas (Diego Freire) – Episódio 12 (vídeo)

Hqrizando (Cleber Betto) – Mais uma sobre amigo imaginário (tirinha)

Entre Todas as Coisas (Daniel Bovolento) – Ao melhor amor que eu já tive (crônica)

Trivialidades da Vida (Fernanda Mota) – O Beijo (conto)

Trastejando (Pablo Cezimbra) – Tudo outra vez (crônica e música)

Bichinhos de Jardim (Clara Gomes) – Nova ideia – 2 (tirinha)

Os Levados da Breca (Wesley Samp) – Curioso (tirinha)

Como tocar em meus livros e sair com todos os dedos

Não sou uma pessoa difícil de conviver. 

Sou minimamente organizada, daquelas que não saem do quarto sem arrumar a cama, mas sem ficar alinhando simetricamente os talheres na mesa. Estou de bom humor na maior parte do tempo que não estou de TPM. Limpo minha própria sujeira, sou cheirosa e não deixo minhas roupas largadas. Por outro lado, procuro não invadir o espaço alheio, faço o possível para respeitar diferenças de hábitos e comportamentos e sou sociável.

A única regra que imponho para convivência mútua é: não toque nos meus livros sem minha supervisão.

Livro para mim é sagrado, seja ele a bíblia ou não. Continuar lendo

A zona

Vejam bem amigos, eu reconheço todo o belo trabalho que os nossos gorvernantes desempenham em seus respectivos gabinetes.

Concordo que não deve ser fácil apartar todas as brigas dos assessores pela melhor fatia da propina, comparecer a todas aquelas reuniões, selecionar todas as viagens a serem feitas, assinar projetos de lei, agredir todos aqueles repórteres e ainda sorrir para as fotos no final do dia.

Então eu, como boa cidadã eleitora que sou, tento ao máximo facilitar a vida deles.
Pago minhas contas, arco com todos os impostos, pago INSS, peço Nota Fiscal Paulista e sou mesária voluntária nas eleições.

Calma.

Tem explicação. Continuar lendo

Um conto extraordinário

Ela não teve uma vida extraordinária.

Cresceu em um bairro sossegado, de uma cidade do interior, brincando com os meninos da rua, porque na rua não tinha tantas meninas assim e as que tinha, preferiam brincar de passa anel do que de polícia e ladrão.

Os meninos riam de suas sardas e da boca grande, mas ela botou apelidos em todos eles, então estavam quites.

Todos estudaram na mesma escola, durante a infância, mas se separaram no colegial. Os meninos foram estudar no centro da cidade e ela foi transferida, junto com as meninas, para o colégio do bairro, então tentou se aproximar delas. Mas elas preferiam se maquiar, enquanto ela ouvia Ramones. Deixou pra lá. Continuar lendo