Leia-me: O Gênio do Crime

genioEsse é um clássico da minha infância. Sério. Dele tirei uma grande lição de vida, que levo comigo até hoje e pretendo tatuar em algum lugar bem visível do meu corpo, para nunca esquecer.

A história é bem pueril e ao mesmo tempo, genial em sua simplicidade, pois trata do universo infantil de maneira não só a te envolver completamente no enredo digno de Hollywood, como a te fazer acreditar piamente naqueles absurdos.

Todo menino ou menina sonha em ser herói, salvar o mundo ou prender algum chefão do mal. E é o que os amigos Edmundo, Pituca, Berenice e Bolachão fazem, ao ajudarem o dono de uma fábrica de figurinhas ao ver seus negócios serem seriamente prejudicados por um falsificador.

Um personagem que também é muito importante na narrativa é Mister John Smith Peter Tony, o detetive invicto. E foi da sua boca que veio a frase que se tornou minha filosofia: “A História nos mostra que os chatos são seres muito lógicos e que sempre têm razão. Mas o importante não é ser lógico ou ter razão. O importante é não ser chato.”

E o livro todo é assim: engraçadíssimo, cheio de lições de vida, personagens consistentes e aquela coragem ingênua da infância, que faz a gente querer voltar a ter oito anos de idade.

O autor é João Carlos Marinho e ele produziu várias obras infantis, a maioria delas com Turma do Gordo Bolachão.

Sua linguagem fácil e debochada é considerada um marco na literatura infanto-juvenil. E embora esses livrinhos bons de ler sejam direcionados para crianças, até hoje eu leio o meu Gênio do Crime com muito gosto, obrigada.

6 pensamentos sobre “Leia-me: O Gênio do Crime

  1. Não conheço os livros mas me deu vontade de ler só pelos seus comentários. E o pensamento do detetive é de uma profundidade genial. Muito bom.

  2. Deka, você conhece o Caneco de Prata? É o que ele lançou dois anos depois, em 1971. Não linear quase o tempo todo, meu livro preferido até hoje. Depois ficou uma década sem publicar a turma do gordo e voltou com Sangue Fresco. Desde então, não parou.🙂

  3. “A ARANHA ESTROBOSCÓPICA deu um pulo e comeu o mosquito.
    E assim termina a rapidíssima participação da ARANHA ESTROBOSCÓPICA nessa minha história.”

    “Inscrição que a Mariazinha fez no degrau do Maracanã:
    MEU GRANDE AMOR TERÁ QUE SER MEIO ASSIM PÃO DE AÇÚCAR TUCURUVI NESCAFÉ FAZER FILHINHO TAMBÉM AINDA NÃO ACHEI MEU SUPER MOUSE VER O SOL NASCER POR TRÁS DA MARGARIDA”

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