Leia-me: Crônicas de Nárnia

21491958_4Para inaugurar a categoria, vou seguir a sugestão do Alessandro e escrever sobre Crônicas de Nárnia. Já fazia bem uns dois anos que eu havia lido, então precisei reler para escrever essa dica. E eu ainda não terminei de ler, porque o livro é imenso.

Sei que é uma história bem conhecida já, até mesmo por causa dos filmes. Eu assisti aos três e até gostei bastante do primeiro, o que me animou a ler o livro (coisa que não aconteceu com A Bússola de Ouro, mas isso é assunto para outro post). O terceiro filme me fez chorar, pois eu já havia lido o livro e havia imaginado exatamente daquele jeito, com ressalvas pelas adaptações. Snif.

Mas os filmes são a história dos irmãos Pevensie, enquanto os livros contam a História de Nárnia.

Eu sou fãzona de fantasia e Crônicas de Nárnia está entre as histórias mais lindas e emocionantes que eu já li. Foi escrito por C. S. Lewis, para crianças. Já ouvi dizer que ele escrevia para os netos e sobrinhos, o que é fofo mas não sei se corresponde à realidade.

O que interessa é: Crônicas de Nárnia é uma alegoria da bíblia. Com direito a Gênesis, Êxodo e Apocalipse. O que abre duas possibilidades para a leitura: você pode, como eu, acreditar em Deus e se identificar com a fé dos habitantes do reino de Nárnia, ou você pode não acreditar mas se encantar com a magia do universo criado por Lewis.

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Os filmes mostram apenas três (ah, jura?) das sete crônicas da história completa. Portanto no livro descobrimos de onde surgiu Jadis, a Feiticeira Branca, porque as crianças do nosso mundo são responsáveis por tudo o que acontece em Nárnia e destinadas a sempre salvar o reino, porque alguns animais falam e outros não, porque o guarda-roupa é encantado e que narcejas (*três palminhas*) existem mesmo. É sério. Procurem no Google. Eu não sabia.

Tudo está muito amarradinho, tudo faz sentido e nada fica sem ser explicado ou resolvido. A linguagem é leve, bem simples e infantil. Você se sente com dez anos de idade, pedindo para alguém te contar uma historinha antes de dormir. Também gosto do jeito como o autor se movimenta pelas batalhas, pontuando os acontecimentos importantes e mantendo a História de Nárnia bastante coerente ao longo das crônicas.

E como todo mundo conhece a história, gostaria que vocês me contassem quais crônicas são suas favoritas, quais personagens vocês mais gostam e, claro, sua opinião sobre o livro.  Quem não leu, evite os comentários, leia e depois venha comentar.

8 pensamentos sobre “Leia-me: Crônicas de Nárnia

  1. Boa dica!

    Sobre a Bússola de Ouro, não li o livro, mas eu acho que pode ser sua próxima resenha, principalmente pq fiquei curioso sobre a sua opinião 🙂

    E realmente, a amarração de Narnia é invejável.

    Abraço!

  2. Nao gostei de Narnia, li todos os livros, mas achei que o autor vai se perdendo em sua carolice e acaba por transformar seu livro em uma coisa chata, de tanto que tenta incutir valores cristãos na marra a partir de alegorias.

    E o final: “na verdade, narnia nao existe, eu criei pra fazer voces acreditarem em mim, muito prazer, Jesus. Ah, e por sinal, voces estão todos mortos. Mas nao se preocupem, o paraíso é de voces. Menos da sua irmã mais velha. Ela nao quis viver na minha fantasia, e cresceu. Por isso ela fica na terra para reconhecer os corpos e depois, queimar no inferno com suas maquiagens.

    Sério? De verdade? Cadê meu Silmarillion?

    • Admito que eu adoro Crônicas de Nárnia em parte por eu me identificar com essa fé toda, André! Isto posto, continuo achando um bom livro. Primeiro porque fala de acontecimentos grandiosos, lugares maravilhosos e criaturas fantásticas. Em segundo porque foi muito bem escrito, a narrativa está toda amarradinha. Então se deixarmos a birra contra cristão num cantinho, podemos apreciar a boa história que ele contou, apresentando os seu ponto de vista de um jeito fofinho e bom de ler.

      Outros autores que fizeram isso e se saíram muito bem: Phillip Pullman, na trilogia Fronteiras do Universo. O cara é ateu e deixa isso bem claro em cada linha da história. E por mais que eu não compartilhe do mesmo ponto de vista, adorei! Rick Riordan faz algo parecido com as mitologias egípcia e grega, também. Não que ele acredite nelas, mas as usa como pano de fundo para suas histórias (se bem que, na minha opinião, não foi de um jeito tão bem contado quanto Lewis e Pullman).

      Mas obrigada pela sua opinião! Volta aqui sempre pra gente dividir pontos de vista! =D

      • Claro! A leitura de Narnia para mim foi meio que igual a stephen king> as primeiras 800 páginas são muito legais, mas as ultimas vinte fazem voce entrar no modo; “seriously? You really meant that?” Phillip Pullman é bom, mas nao consegui ler mais dele além da Bussola. RR Martin é bom, mas as primeiras 50 páginas de Guerra dos Tronos são um desafio a lá Bombadill. TOLKIEN é fantastico… mas tem Bombadill.

        É tudo opinião, a gente a compartilha mas, ao fazê-la, implicitamente, têm (ou pelo menos TERIA QUE) aceitar a dos outros.

        Como sempre digo, quem tem certeza mata. Quem “acha” nunca mata. A tolerancia é filha da duvida. Continuarei a adorar seus textos e sua pessoa, a despeito de Narnia, se me permitir.

        Bj.

  3. Nárnia é um ótimo livro, mesmo não me identificando com a fé proposta pelo autor, consigo me maravilhar nas terras Místicas onde a magia profunda reina.
    Como a maioria, encontrei esse mundo primeiro pelos filmes e , até hoje, ainda me emociono com a trilha sonora do primeiro.
    Não se pode falar do fim de Nárnia e não se lembrar de Manhoso, o terrível macaco que fez a cabeça do pobre Jumento….a cada palavra que lia, meu ódio por ele crescia…
    Ou mesmo a incredulidade dos anões a respeito da volta de Aslam, eu realmente não podia culpa-los por não aceitar que ele havia voltado depois de tanto tempo de abandono. E finalmente a batalha contra o demônio, cujo nome não me recordo.
    Claro que o fim ficou aquele ar de desapontamento, apesar de um certo conforto.

    Mas conseguir descobrir como nàrnia surgiu e ver seu desenvolvimento até o seu apocalipse é realmente impagável, e uma experiência que ninguém se arrependeria.

  4. Tenho esse livro desde 2008 e ainda não tomei vergonha na cara para ler, mas sei que a hora dele está chegando. Eu acho os filmes legais e assisti O Príncipe Caspian 4 vezes no cinema, simplesmente porque me encantava com o tom de inocência, mesclado com batalhas e fantasia.

    Enfim… Vou ler!

    • Tem meu apoio, Ju! E como sei que você gosta das mesmas coisas que eu, mas por aspectos diferentes, vou ficar esperando vc ler para me dizer o que achou =D

      (Você sempre é mais durona que eu, quando lê. Já eu sou completamente emocional e apaixonada hahahahaha)

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