O calor era tão grande que o silêncio reinava sob o sol a pino.Os animais se escondiam debaixo das copas das árvores, buscando por qualquer réstia de sombra que pudesse lhes proporcionar frescor. Muitos se deitavam nas águas rasas do riacho para refrescar e todos evitavam subir nas pedras, tão quentes que era possível ver a quentura subindo em ondas inquietas.
A madeira das árvores antigas, e já mortas, expandia e estalava com o calor. O ar estava cálido e parado, como se todo o bosque estivesse envolto em um espaço fechado como uma estufa.
Seria impossível continuar suportando aquilo, se próximo ao início da tarde uma leve brisa não começasse a balançar as folhas da vegetação.
Algumas horas mais tarde e a brisa já havia se transformado em vento, que forçava as árvores a curvarem seus troncos a seu gosto, todas envolvidas na mesma força e no mesmo ritmo.
Os pássaros tentavam lutar contra as forças da natureza, mas o esforço apenas os mantinha voando no mesmo lugar, até que desistiam e se deixavam planar exaustos, a favor do vento. Continue lendo


