Coisas boas da semana

Hoje é dia de links e eu estou aqui, postando, com uma dor de cabeça e enjôo suficientes para mais 4 pessoas. Não, não estou grávida. Sim, eu sei que postei um conto sobre gravidez. Não, não era pessoal.

Acho muito engraçado quando acham que meus posts são pessoais. Eu escrevo contos, gente. Não um diário. Isso significa que é tudo ficção. Histórias que surgiram na minha cabeça através de alguma coisa que observei por aí. A parte mais legal é que, quando eu quiser desabafar e colocar alguma coisa realmente pessoal, ninguém vai saber. (Mentira. Criei uma tag para os posts pessoais. É só vocês procurarem os posts com essa tag que vocês já vão saber quais deles realmente aconteceram comigo.)

E embora pareça que eu esteja revoltada, não estou não. É só a enxaqueca falando mais alto, tá? Desejem-me melhoras para que o enunciado da semana que vem volte a ser fofinho como os outros.

Beijo.

Brigada eu.

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Entre Todas as Coisas (Daniel Bovolento) – Se você não me quiser (crônica)

Mentirinhas (Fabio Coala) – Tão parecidos (HQ)

Os Levados da Breca (Wesley Samp) – Bem apropriado (tirinha)

Os Proféticos (Rafael Marçal) – Dia das mães (tirinha- Sim, eu sei que tá atrasado. Mas é que ficou tão bonitinho!)

Os Proféticos (Rafael Marçal) – Mentiras que as mulheres (não todas) contam (tirinha. Colquei esse pra compensar o anterior e pq o Rafael se inspirou na minha imagem pra desenhar a personagem. Só que com mais peitos. E mais fútil.)

Hqrizando (Cleber Betto) – Apresentando amigo imaginário (tirinha)

Trivialidades da Vida (Fernanda Mota) – Trânsito (conto)

Bichinhos de Jardim (Clara Gomes) – Super Poderes (tirinha)

Casa da Gabi (Gabi Bianco) – Ladeira abaixo (crônica)

Milf WTF (Natasha – Luta que pariu (crônica)

Coisas boas da semana

Oi, gente! Como fomos de semana?

Por aqui foi tudo bem. Fiz muitos planos, um deles envolvendo o blog e o lindo do Wesley Samp. Espero ter novidades em breve, se tudo der certo.

E claro, passei a semana pesquisando coisas legais para compartilhar com vocês. A galera tava frenética essa semana. Produziram tantas coisas lindas, que ficou difícil escolher o que botar nesse post. Vamos torcer para essa inspiração toda continuar e a gente sempre ter coisas boas de ler, né?

O pedido para que vocês me passem seus links ou indiquem seus favoritos permanece, para que eu possa estar sempre atualizada do que há de legal nessa internet enorme.

Podem usar os comentários para sugestões também, eu não ligo. E se tiverem críticas também aceito, mas sejam delicados porque eu sou sensível. <3

Beejo!

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Edu Bernard  - Você tem um e-mail não lido (crônica)

Rafucko – Fraude Fashion Week (vídeo)

Proféticos (Rafael Marçal) – Mentiras que as mulhere contam (no frio) (tirinha)

Luiz Henrique Dias – O amor remove caninos (conto)

Trivialidades da Vida (Fernanda Mota) – Ela (conto)

Eumaldito, show! ( Felipe Attie) – Não tenho ido trabalhar (crônica)

Não Me Faz Pensar (Felipe Carriço) – Ensaio de mim (crônica)

Casa da Gabi (Gabi Bianco) – De fila de banheiro, blush, aquele cara e felicidade (crônica)

Petisco (roteiro de Daniel Esteves) – Nanquim descartável (quadrinhos)

Os Levados da Breca (Wesley Samp) – Silêncio (tirinha)

Desaniversário (Lara Aires) – Pés descalços (conto)

Boas Novas (Diego Freire) – Trabalho (vídeo)

Coisas boas da semana

Oi, gente!

Estou mudando algumas coisas no conteúdo do blog. Comecei com a categoria de dicas de livros e agora vou acrescentar essa sessãozinha, de links de blogs e outros textos legais que eu vir durante a semana.

Indicações serão bem-vindas, mas já adianto que prefiro compartilhar conteúdo literário / autoral e não “coisas engraçadinhas” traduzidas do 9gag, ou blogs de entretenimento, ok?

Portanto deixem suas sugestões e cliquem muito nos links abaixo, porque eles super merecem. =)

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Nuvens no Meu Café (Gabi Dornelas) – Eu, Uma Nova Amiga e a Adriana Calcanhoto

Mentirinhas (Fabio Coala) – Num Piscar de Olhos

Trivialidades da Vida (Fernanda Mota) – A Última Dose

Boas Novas (Diego Freire) – Arte

Felipe Attie – A Casa na Árvore

Proféticos (Rafael Marçal) – O Macho Alpha 

Os Levados da Breca (Wesley Samp) – Palavrinhas

Casa da Gabi (Gabi Bianco) – Caipira

Botando o filho no mundo

_Oi! Muito prazer! Antes de começarmos, gostaria que

soubesse que sou um grande admirador do seu trabalho e li todos os seus livros. Tenho particular preferência pelo segundo.

_Olha só! Que bom. Fico feliz.

_Bom, a partir de agora nossa conversa será gravada para facilitar minha redação mais tarde.

_Sem problemas.

_ Começando pela novidade: como foi lançar esse livro, o quarto de sua carreira?

_Ah, cada livro, cada texto escito, é como se fosse o primeiro. Parecem filhos: a gente faz e solta pro mundo. Não podemos querer controlá-los.

_Que interessante sua percepção… Eu também escrevo umas coisas, sabe?

_Imaginei. Jornalista, né… Continuar lendo

Como tocar em meus livros e sair com todos os dedos

Não sou uma pessoa difícil de conviver. 

Sou minimamente organizada, daquelas que não saem do quarto sem arrumar a cama, mas sem ficar alinhando simetricamente os talheres na mesa. Estou de bom humor na maior parte do tempo que não estou de TPM. Limpo minha própria sujeira, sou cheirosa e não deixo minhas roupas largadas. Por outro lado, procuro não invadir o espaço alheio, faço o possível para respeitar diferenças de hábitos e comportamentos e sou sociável.

A única regra que imponho para convivência mútua é: não toque nos meus livros sem minha supervisão.

Livro para mim é sagrado, seja ele a bíblia ou não. Continuar lendo

Apenas

Ela se vestia como qualquer senhora da sua idade. Nela tudo era branco: as calças, a camisa de seda e os cabelos cortados em um chanel. Sem um fio de outra cor, apenas cabelos brancos. Entrou na livraria olhando ao redor, procurando algo ou alguém que a ajudasse.

O rapaz sentado na poltrona vestia camisa e calça social. Gravata não. O cabelo cuidadosamente penteado para o lado mostrava que não era do tipo ousado, que assumia riscos. Gostava de ficar ali sentado, apenas para fugir.

A mulher idosa passou pelo rapaz e se sentou ao lado de uma garota de vermelho, cabelos curtos e olhos azuis. Não as íris. Apenas as pálpebras. Estavam pintadas. Ela estava armada de caderno e caneta. Um perigo. Continuar lendo

Aos homens, e às mulheres, sobre os homens

Diariamente vejo mulheres e mais mulheres querendo ser tratadas como princesas e ditando regras aos homens – estes terríveis partidores de corações alheios – do modo como devem ser amadas.

“Queremos ser amadas com romantismo e não ter os sentimentos despedaçados”, dizem minhas colegas de gênero. Continuar lendo

Caixas

Abri a primeira caixa com um leve cheiro de mofo, onde estavam guardados meus ursos de pelúcia. A primeira reação foi uma certa ternura, vindoura dos meus tempos de infância. A segunda foi uma crise de espirros. Esses ursos agora vão secar as lágrimas de outra garota.

Na outra caixa encontrei muitos presentes que ganhei em uma festa de aniversário. Vários deles nunca saídos das caixas. Guardei apenas os cartões com os votos. Uma coisa ou outra separei, por afeição ou utilidade futura.

A terceira caixa doeu mais. Brinquedos velhos, álbuns de fotos, livros infantis. Todos me trazendo uma enxurrada de lembranças que eu gostaria que tivessem ficado encaixotadas com eles, em algum lugar bastante fora do meu alcance. Mas, secando o rosto com as costas das mãos, olhei para a minha boneca favorita e não tive forças de colocá-la para doação. Alguns objetos ali me trouxeram algo que quase não sinto da minha época de criança: saudade. Então também separei. Continuar lendo

A senhora do brinco de pérola

No dia do meu aniversário, acompanhei meus avós ao médico.O hospital era na capital, e eles ficam inseguros de desbravar o metrô paulista, com sua infinidade de linhas e estações novas.Eu não sabia muito bem como chegar lá, mas tecnologia é pra essas coisas mesmo e com o Google Maps, mais o GPS chegamos sãos e salvos ao destino.Enfrentamos a área metropolitana, com suas pessoas apressadas, multidões que se movem como cardumes e filas. Muitas filas. Olhando esse mar de rostos, entendemos de onde surgem os clichês e o porquê de esquecermos que cada pessoa que nos cruza o caminho é um universo.Passamos pelo mundo como se todos que nos cercam fossem apenas mais um. Porém são nossas experiências que nos fazem únicos, e principalmente, é justamente essa individualidade que nos faz iguais.

Enquanto esperava meu avô ser atendido, duas senhoras – ambas entre setenta e cinco e oitenta anos – se sentaram ao meu lado e a mais delicada, de cabelo louro e brinco de pérola, falou-me sobre a insônia que enfrentara aquela madrugada.

_Acordei uma da manhã e não dormi mais. Então levantei, faxinei a sala e passei toda a roupa, até ela acordar – e apontou para a irmã ao seu lado.

A outra acrescentou que viviam juntas desde sempre e a irmã era muito mais organizada que ela, com mania de limpeza. Continuar lendo

A esperta

Embora filha única até os dez anos, sempre quis ser motivo de orgulho para os meus pais.Descartando qualquer possibilidade de ser a filha mais bonita, ou a atleta, cheguei à conclusão de que teria de ser a mais inteligente. O que não quer dizer, necessariamente, a mais esperta.

Explico.

No alto dos meus sete, oito anos de idade, estava eu singelamente brincando em meu cantinho da bagunça, estrategicamente posicionado pela minha mãe do lado de fora da casa, mais especificamente ao lado da lavanderia.

Acredito que, naquele dia em específico, estivesse brincando de escolinha. Eu era a professora, óbvio, já que meus alunos eram minhas bonecas e meus ursinhos de pelúcia. Continuar lendo