Coisas boas da semana

Hoje é dia de links e eu estou aqui, postando, com uma dor de cabeça e enjôo suficientes para mais 4 pessoas. Não, não estou grávida. Sim, eu sei que postei um conto sobre gravidez. Não, não era pessoal.

Acho muito engraçado quando acham que meus posts são pessoais. Eu escrevo contos, gente. Não um diário. Isso significa que é tudo ficção. Histórias que surgiram na minha cabeça através de alguma coisa que observei por aí. A parte mais legal é que, quando eu quiser desabafar e colocar alguma coisa realmente pessoal, ninguém vai saber. (Mentira. Criei uma tag para os posts pessoais. É só vocês procurarem os posts com essa tag que vocês já vão saber quais deles realmente aconteceram comigo.)

E embora pareça que eu esteja revoltada, não estou não. É só a enxaqueca falando mais alto, tá? Desejem-me melhoras para que o enunciado da semana que vem volte a ser fofinho como os outros.

Beijo.

Brigada eu.

IMG_0093

Entre Todas as Coisas (Daniel Bovolento) – Se você não me quiser (crônica)

Mentirinhas (Fabio Coala) – Tão parecidos (HQ)

Os Levados da Breca (Wesley Samp) – Bem apropriado (tirinha)

Os Proféticos (Rafael Marçal) – Dia das mães (tirinha- Sim, eu sei que tá atrasado. Mas é que ficou tão bonitinho!)

Os Proféticos (Rafael Marçal) – Mentiras que as mulheres (não todas) contam (tirinha. Colquei esse pra compensar o anterior e pq o Rafael se inspirou na minha imagem pra desenhar a personagem. Só que com mais peitos. E mais fútil.)

Hqrizando (Cleber Betto) – Apresentando amigo imaginário (tirinha)

Trivialidades da Vida (Fernanda Mota) – Trânsito (conto)

Bichinhos de Jardim (Clara Gomes) – Super Poderes (tirinha)

Casa da Gabi (Gabi Bianco) – Ladeira abaixo (crônica)

Milf WTF (Natasha – Luta que pariu (crônica)

Coisas boas da semana

Oi, gente! Como fomos de semana?

Por aqui foi tudo bem. Fiz muitos planos, um deles envolvendo o blog e o lindo do Wesley Samp. Espero ter novidades em breve, se tudo der certo.

E claro, passei a semana pesquisando coisas legais para compartilhar com vocês. A galera tava frenética essa semana. Produziram tantas coisas lindas, que ficou difícil escolher o que botar nesse post. Vamos torcer para essa inspiração toda continuar e a gente sempre ter coisas boas de ler, né?

O pedido para que vocês me passem seus links ou indiquem seus favoritos permanece, para que eu possa estar sempre atualizada do que há de legal nessa internet enorme.

Podem usar os comentários para sugestões também, eu não ligo. E se tiverem críticas também aceito, mas sejam delicados porque eu sou sensível. <3

Beejo!

IMG_0079 copy

Edu Bernard  - Você tem um e-mail não lido (crônica)

Rafucko – Fraude Fashion Week (vídeo)

Proféticos (Rafael Marçal) – Mentiras que as mulhere contam (no frio) (tirinha)

Luiz Henrique Dias – O amor remove caninos (conto)

Trivialidades da Vida (Fernanda Mota) – Ela (conto)

Eumaldito, show! ( Felipe Attie) – Não tenho ido trabalhar (crônica)

Não Me Faz Pensar (Felipe Carriço) – Ensaio de mim (crônica)

Casa da Gabi (Gabi Bianco) – De fila de banheiro, blush, aquele cara e felicidade (crônica)

Petisco (roteiro de Daniel Esteves) – Nanquim descartável (quadrinhos)

Os Levados da Breca (Wesley Samp) – Silêncio (tirinha)

Desaniversário (Lara Aires) – Pés descalços (conto)

Boas Novas (Diego Freire) – Trabalho (vídeo)

Coisas boas da semana

Oi, gente!

Estou mudando algumas coisas no conteúdo do blog. Comecei com a categoria de dicas de livros e agora vou acrescentar essa sessãozinha, de links de blogs e outros textos legais que eu vir durante a semana.

Indicações serão bem-vindas, mas já adianto que prefiro compartilhar conteúdo literário / autoral e não “coisas engraçadinhas” traduzidas do 9gag, ou blogs de entretenimento, ok?

Portanto deixem suas sugestões e cliquem muito nos links abaixo, porque eles super merecem. =)

IMG_0072

Nuvens no Meu Café (Gabi Dornelas) – Eu, Uma Nova Amiga e a Adriana Calcanhoto

Mentirinhas (Fabio Coala) – Num Piscar de Olhos

Trivialidades da Vida (Fernanda Mota) – A Última Dose

Boas Novas (Diego Freire) – Arte

Felipe Attie – A Casa na Árvore

Proféticos (Rafael Marçal) – O Macho Alpha 

Os Levados da Breca (Wesley Samp) – Palavrinhas

Casa da Gabi (Gabi Bianco) – Caipira

Remendado

letitgoAcordou com uma tristeza que não era natural dela.

Ainda deitada, tentou se lembrar do que sonhou. Não lembrou. Mas pelo vazio inconveniente que sentia, o sonho era mesmo o causador da melancolia.

Resolveu que não adiantava ficar se lamentando, espreguiçou e levou o vazio para fora da cama, alongando os membros.

Enquanto escovava os dentes se lembrou do dia em que encontrou o ex-namorado pela última vez. Eles ainda não sabiam que aquela seria a última vez que se veriam mas, depois do amor, repentinamente ela sentiu vontade de chorar. Não havia motivos para isso e nunca havia acontecido antes. Para que ele não percebesse seus olhos cheios de lágrimas o abraçou, até que conseguisse se controlar. Agora sabia que esse acontecimento, aparentemente inexplicável, fora sua intuição avisando-a de que tudo iria terminar. Continuar lendo

O cheiro

O perfume não era ruim. Era agradável. Mas havia algo nele que a confundia.

Não era um bom momento para ficar confusa. Podia ouvir a multidão gritando seu nome, em algum lugar por trás daquela cortina de luzes. Só conseguia enxergar até o fim do palco. Além dos holofotes, tudo era um vazio cheio de vozes.

Em cima do palco os fogos de artifício explodiam, para a entrada triunfal, e a fumaça cobria os seus pés, fazendo parecer que pisava em nuvens. Foi bem essa a sensação que teve, quando entrou: como se estivesse flutuando, alheia. Bem longe dali. Continuar lendo

O pijama

Logo cedo, expediente recém-iniciado, alguns funcionários ainda chegando e tudo o que se ouvia pelo escritório era o som das teclas sendo digitadas freneticamente.

A moça da cozinha passou com a garrafá de café, trazendo aquele cheiro maravilhoso e inebriante para o ambiente. Continuar lendo

A capa do livro

Era um livro velho em uma estante empoeirada. 

Passou pelas gerações da família e foi parar naquela prateleira superior, há anos intocado. De vez em quando levava uma espanada na lombada, mas apenas isso.

Sempre os mesmos livros – os mais modernos – eram retirados para serem lidos. Alguns até já tinham sulcos, na poeira que se acumulava em sua frente, de tantas vezes que eram escolhidos. Mas aquele permanecia lá, com sua capa sem graça, dia após dia, sendo roído pelas traças.

Um dia, a sobrinha foi visitar a casa que ficava em torno da estante. A tia lhe deu papéis e canetinhas e, cansada dos papéis em branco, resolveu procurar desenho para colorir nos tais livros.

Quando a montanha de livros no chão já era grande o suficiente para que ela subisse e alcançasse a prateleira superior, o livro da capa sem-graça foi pego. Continuar lendo

Fada

Houve, certa vez, um fenômeno curioso em certa colônia de lagartas, que procuravam uma maneira de se proteger dos predadores.

Com medo de alçarem vôo, ser caçadas por pássaros e tornarem-se alvos fáceis por conta das cores de suas asas, começaram a encruar sua metamorfose e tornavam-se qualquer coisa entre um casulo e uma larva.

Com isso, a população rastejante permaneceu abrigada em seu tronco de árvore, sempre convencendo as crianças a seguirem seu exemplo e não se metamorfosearem completamente. Surpreendentemente, seu sistema reprodutor se desenvolvia e a espécie sobreviveu e cresceu, embora incompletas, reproduzindo-se entre si mesmos.

Até o dia em que um ovo foi botado virado para o céu. E quando a larva eclodiu, a primeira coisa que seus olhos turvos viram, foi a luz do sol atravessando duas folhas da copa da árvore. Continuar lendo

Bêbado

Eu o vi dentro do bar do outro lado da rua.

Meu caminho era adiante, mas atravessei a rua quando o vi cambalear e sentar na sarjeta para não cair.

Ele segurava o copo com os braços apoiados nos joelhos e o encarava. Não me viu chegar até que me sentei ao seu lado.

Teve um sobressalto com minha aproximação, ergueu os olhos ébrios em minha direção e os vi entristecerem-se quando me reconheceu. Moveu os lábios algumas vezes, antes de conseguir balbuciar:

_Nunca quis que me encontrasse nessa situação.

_Nem eu. Continuar lendo

A ceia

Ao conferir a despensa, enumerando os ingredientes e mantimentos que seriam necessários para a ceia de natal, notou a falta de dois itens essenciais: nozes e creme de leite. Resolveu fazer uma revista pela fruteira e armário dos doces, reabastecendo o estoque para a família que viria no final de semana.Estava muito calor, lá fora. Então se vestiu com a regata e a calça mais confortáveis que encontrou, prendeu o cabelo em um coque na nuca e conferiu se os óculos escuros estavam na bolsa. Notou que as chaves do carro sumiram, então correu todos os cômodos até encontrá-las no banheiro, rindo sozinha sem conseguir se lembrar de como foram parar lá.

Pegou as chaves, a bolsa, o celular e a carteira. Entrou no carro e dirigiu para o supermercado mais próximo. Continuar lendo