(Re)Viver

Foi quando eu percebi que minha vida é alimentada de sorrisos. De pequenas novidades.

Dos primeiros passos, das primeiras palavras.

Da florzinha da praguinha que surgiu no meu quintal.

Minha vida é alimentada de conversas. Longas, curtas. Com crianças, jovens, idosos, amigos, familiares, desconhecidos.

E de abraços: o mágico gesto que doa e recebe ao mesmo tempo.

Quanto ao amor? Ah, o amor é algo simples. Tão simples que a típica complexidade de ser humano nos impede de compreendê-lo. E compete mais em estar de prontidão, do que em esperar. Não é somar, não é subtrair. É encontrar o “x” no próprio problema. É elevar o que você já tem à uma potência infinita e não se preocupar com o resultado que isso vai dar.

E enquanto formos controlados pelas nossas próprias criações e permanecermos na mania de ordenar as coisas em hierarquias, políticas, instituições e religiões, a Graça de viver ficará lá atrás – onde nossa ignorância em relação ao significado de “liberdade” a deixou e dela, só trouxemos a palavra e a solidão.

Deixamos de escrever hífens e os trocamos por pontos. E a essência foi abandonada, porque a palavra já nos basta, bons banalizadores que somos.

Construir pontes (não muros!) de diferenças e experiência pode ser a melhor maneira de se chegar ao outro lado. Pois aí temos as maiores belezas da nossa existência.

Mas se sobressair ainda significa “subverter”, por mais evoluídos que insistam que somos. As vozes se calam, as cores se apagam, os movimentos cessam, por vontade própria, ou não. O mar cinzento de rostos inexpressivos aumenta dia após dia. Nomeamos-nos juízes e nos julgamos no direito de julgar, a partir da medida que somos. Esquecemos das leis da física e que seremos condenados pelas nossas próprias leis.

Se preferem curvar a cabeça e deixar de saber, para conservar o que há de puro em si, eu não farei isso. São escolhas. E eu escolho conhecer e aprender. E conservar o que amo apesar do que eu souber. Por mais que isso me custe a palavra “razão”.

Não quero palavras. Quero gestos e significados.

Isso é ser livre.

Essa caricatura, eu ganhei do Mauricio Rett, quando eu aniversariei. Dá um pulo lá no site dele pra conhecer.

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7 pensamentos sobre “(Re)Viver

  1. Sim sim… palavras são apenas palavras e a graça mesmo é viver, tendo nossas escolhas como aquele X elevado à potência infinita, sem preocupar-se com o resultado que vai dar [2].

    Alimentar-se apenas do que vale à pena: liberdade de ser quem se é =).

  2. As pessoas acabam se importando de mais com palavras e nomes. E acabam se esquecendo do significado que elas realmente contém!
    Escrevi um texto uma vez sobre isso. E o terminei assim: “Não sou, eu vivo.”

    Muito bom o texto. Concordo com cada linha ponto ou vírgula. =)
    Beijos.

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